Um novo sentimento apareceu, resguardado que interiorizei cá dentro, este sentimento de raiva, rancor.
Já ultrapasso todos os passos que dou, todas as pequenas expressões que digo, letra a letra, a angústia é maior, que as mágoas passadas já não são o meu deleito. É pior que uma chama, tenho um fogo que arde dentro de mim e me vai matando á medida do sol.
Apetece-me crescer, crescer dentro de uma rosa, assim, de uma flor perfeita e desencadear nos braços do entretanto.
Existe tantas formas de me poder matar, mas tão poucas para poder explicar o sentimento que fica para quem me ama, por isso mesmo, fico-me e interrogo-me, o “ porquê”? O porquê de haver um porquê para tudo, mas nem tudo tem uma resposta, o porquê, fico.
Rasgando poemas, já nada me sai da alma igual, tudo tomou um novo rumo, tudo aconteceu porque me desleixei, e mais uma vez como se nada fosse deixei-me ir.
Ter medo, é normal, é uma coisa inconsciente, mas natural. É uma saudade ampla que me faz verdadeiros distúrbios na mente.
Estar longe dos meus sonhos, já passou a ser rotina, passou a estar fechado a sete chaves. Não sei porquê, mas o meu antídoto, neste momento és tu e só tu, dás-me uma singela força que poucos podem imaginar.
Passei de querer perder tudo a não querer perder nada, já não quero adormecer, passou-me essa vontade, passou-me por estes animais da vida social me tirarem o sono e por inúmeras vezes me tentarem tirar a vida. Já nada cabe nesta cabeça demente, com tanta crítica, acabei por me delimitar e acabar por ficar, por aqui.
A minha eterna ascensão sempre foram os meus, porque me deram e dão segurança, aquela que a nada se iguala.
Os problemas que neste momento me atormentam não estão só na minha cabeça, estão no meu coração e na minha vida, não consigo apagá-los, esta insegurança não passa. Sinto preocupação e não posso fazer nada, porque não queres a minha ajuda.
Contenho-me.










