sexta-feira, 13 de maio de 2011

suicide

Como um sentimento, uma fúria, uma angústia, é algo que me escapa por entre os dedos, é algo que me sai do coração, tal como uma seta de um cupido.
Uma brisa, uma onda, um som e um toque suave, percorre no rosto da tal mulher, aquela que foi talvez, por momentos, amada, verdadeiramente amada.
Dizem que foi uma paixoneta, as chamadas “paixões de adolescência”, mas para ela não, a rapariga que cresceu no mar, que ansiava ter barbatanas e percorrer o mar, nadando levemente, como um peixe. Sentia-se em casa, o mar era a sua casa, o lugar onde se sentia bem, onde se resguardava nos tempos de maior tortura.
Ela estava apática, branca como a neve, como seria possível tal crime? Ela acabara de conhecer o seu amor, a sua razão para respirar, mas não se poderia agarrar demais, estava insegura, era o coração a palpitar, palpitava a 200 batidas por minuto, era dominada e sugada por esses sentimentos… De repente, como se nada houvesse no mundo, ela parou, parou por segundos intermináveis, porque era demais para ela, era demasiada informação para uma só cabeça, ele era louco, assim ela o descrevia, mas porquê? Não se sabe… Sabe-se que ela fartou-se, mas fartou-se não por ser alvo de chacota, fartou-se por ele ser TUDO para ela, a vida dela não poderia acabar daquela maneira!
Por vezes sentava-se na sua rocha, e só queria mutilar-se, queria sentir o prazer, o prazer de sentir dor que fosse pior que aquele sofrimento, mas não havia, aquilo era demais, demais, demais só para um ser. E naquele momento tudo desabou, o mundo acabara de cair. Não queria mais, e assim se despediu, suicidando-se na imensidão. Um anjo retirou-lhe a vida.
With love, Joana

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